HUMOR SEM
GRAÇA NENHUMA
Velhos
abandonados nos lares, velhos que nunca têm visitas, que choram na noite
escura o esquecimento daqueles a quem deram tudo, mas a quem se
esqueceram de ensinar a amar; que odeiam os companheiros de quarto que têm
visitas periódicas, nunca se sentiram tão felizes nos lares, como agora.
Finalmente
ninguém tem visitas e também eles, tal como os outros, se podem lastimar
de as não terem, porque a lei assim o exige. Uma lei que quase os iguala
no ostracismo. Ah! Se não fossem os telemóveis podiam ser bem mais
felizes; todos iguais no esquecimento, no apagamento. Malditos telemóveis
que tocam a todo momento; para os outros.
Ainda bem
que eles não o poderiam fazer. Estão surdos.
Sem comentários:
Enviar um comentário