quinta-feira, 21 de maio de 2020

Teoria de ficção
Teorias sobre o que está a acontecer não faltam, por isso, mais uma menos uma, não fará diferença às próprias teorias. A de hoje é que alguns (muitos) humanos podem estar a ser vítimas de livros de ficção, com muitas personagens, daqueles com muitas páginas e foram lá metidos como personagens, umas principais, mas a maioria secundárias e mesmo laterais; estas últimas, uma espécie de palha ou de encher chouriços, para tornar o livro mais volumoso. Basta colocarmo-nos na vulgar situação de leitores: apaixonarmo-nos por umas personagens, detestamos outras e algumas pouca atenção nos despertam. Utilizamos a literatura como entretenimento, como veículo de aprendizagem por excelência, mas também como passaporte para viajarmos onde nunca iremos ou reviver viagens próprias,  para sentirmos o que as pessoas sentem sem que tenhamos termos que passar pela situação real, para constatarmos que há personagens que sentem o mesmo que nós, para descobrirmos as sementes da inimaginável maldade humana e mais um milhão de razões, tantas quantos os leitores, o dia e a hora.
E foi então que aí pelo ano de 1981, o escritor americano Dean Koontz lançou um livro de terror, " Os Olhos da Escuridão" em que existe uma arma biológica denominada Wuhan-400 ou seja o nome da cidade chinesa onde começou este pesadelo "real". Não vou fazer o resumo porque não aprecio livros de terror. Não me fazem falta.
Em 2014, Melissa Tobias, escritora brasileira, lançou um romance de ficção científica e ,"A Realidade de Madhu" que, segundo algumas opiniões, descreve cenas perto do cenário actual.
Ora querem  lá ver que, como personagens de uma ficção, ficamos presos nalguns daqueles ou outros livros? Se assim for, que estamos estão confusos que já acreditamos em tudo, que tempo levará um suposto leitor a terminar aquelas terrificas ou fantasiosas leituras, para nos soltar? É que sem a leitura terminada … estamos presos!  E depois temos que contar que há leitores compulsivos que rapidamente os devoram e "libertam" as personagens e outros que gostam de "mastiga-los".
 Entretanto somos personagens, na maioria dos casos sem importância,  mas necessários para relevar as personagens principais. Vamos lá agora saber o desfecho da ficção em que estamos metidos! É que também há leitores que começam pelo fim, depois vão lendo pelo meio aqui e ali … e, por vezes o início e aí, sim, é que começam a "verdadeira" leitura. Enfim, estamos no meio do acaso do livro e do leitor que nos calhou! Boas leituras!

escrito e publicado no FB em 2 de abril de 2020


TEORIA DA EXPERIMENTAÇÃO



Esta experimentação de que temos sido alvo nos últimos meses, é possível que tenha sido quase inevitável e pouco menos que indispensável, para fins diversos: uns com bons propósitos, tendo, por exemplo, como alvo a protecção do ambiente, abrigo da espécie humana e de todos os seres, e outros com intentos que nem nos atrevermos a imaginar. Que governo, ou mesmo que aliança de governos, seria capaz de fechar o mundo a não ser com uma coisa invisível, de origem difícil de certificar. Todos sabemos a resposta. Os governos são formados por humanos, logo jamais aceitariam outra sugestão, viesse ela donde viesse, pois então e a economia, também ela feita de gente humana. Mas para fazer testes é preciso fechar o mundo. Pois então feche-se. E fecharam; mais ou menos. Agora sabem que o podem fazer. Que se o podem fazer, que podem, quando quiserem, ver-se livre dos velhos, dos incapacitados, dos débeis, quiçá dos loucos; mas não de todos. E, porventura, de outros inúteis. A propósito de inúteis, é igualmente, um teste para a substituição dos ditos “inúteis” por robôs, que não recusam tarefas. Mas também este tinha de ser feito e doravante muito mais bem aceite, devido às profissões indispensáveis, mas de alto risco em tempo de pandemia, como, por exemplo, o sector da limpeza e outros igualmente essenciais. Não tarda, essas pessoas, tão imprescindíveis, mas tão ignoradas A. Cv., tão aplaudidas durante Cv, em breve, sem protestos salariais nem manifestações, serão também substituídas por robôs, porém, não está ainda decidido se será mantida a cor verde.

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